quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Receita Federal moderniza sistema de cobrança de impostos

fonte: Portal Exame

Formulários e livros serão substituídos por transferência eletrônica de obrigações fiscais

O leão vai deixar sua empresa nua

Um novo sistema informatizado da Receita Federal vai começar a mudar — e muito — a vida das empresas em janeiro. A novidade, batizada de Sped, sigla para Sistema Público de Escrituração Digital, determina a transferência para o meio eletrônico de todas as obrigações contábeis e fiscais das empresas, hoje cumpridas com um interminável preenchimento de formulários e livros. O lado positivo da mudança é a simplificação e padronização de muitos processos tributários — o que não é pouco, dado o inferno que se tornou a vida do contribuinte brasileiro. Também deve ocorrer um avanço no combate à informalidade, já que a Receita passará a ter condições de acompanhar eletronicamente a vida das empresas. “O Sped vai limitar o espaço para a sonegação e reduzir a burocracia, o que beneficia as empresas sérias”, diz Carlos Sussumu Oda, superintendente da Receita Federal e responsável pelo Sped. O lado feio do novo sistema — mais uma demonstração do poderio tecnológico do Fisco brasileiro — é o fato de ser implantado sem nenhuma melhoria no caos tributário. A partir do próximo ano, qualquer deslize, fato quase inevitável diante do emaranhado de regras, será imediatamente detectado e passível de punição. “Teremos uma espécie de Big Brother a serviço do Fisco”, afirma Gilberto Fischel, presidente da IOB, consultoria da área contábil. Ou seja, a tecnologia de arrecadação está cada vez melhor. O sistema tributário continua uma tragédia.

Não é para menos que o regime de impostos do país é considerado um dos mais complicados do planeta. São 79 tributos e mais de 5 000 leis para regulá-los, que sofrem uma inacreditável média de três alterações a cada 2 horas (veja reportagem na pág. 48). Num cenário desses, é mais do que esperado que a maioria das empresas cometa algum erro no recolhimento dos impostos ou na hora de prestar as inúmeras informações exigidas pelos vários órgãos arrecadadores com que têm de lidar. A IOB realizou um estudo simulando uma auditoria fiscal sobre as operações realizadas em 2007 por 223 empresas e descobriu que quase todas cometeram algum erro no relacionamento com os órgãos arrecadadores. Os lapsos de procedimento explicam parte considerável das autuações federais, que somaram 95 bilhões de reais no ano passado. Pelo menos um erro, cometido por 94% das empresas analisadas, nada tem a ver com tentativa de sonegação: as empresas simplesmente deixaram de utilizar créditos de ICMS a que tinham direito — ou seja, pagaram ao Fisco mais do que deveriam. Qualquer engano desse tipo será detectado pelo Sped, resultando em mais autuações.

A preparação para a entrada em funcionamento do novo sistema já começou. Foram investidos 127 milhões de reais para desenvolver o Sped, cujo embrião foi a implantação da nota fiscal eletrônica, obrigatória para alguns contribuintes desde abril deste ano — atualmente, 4 800 empresas e suas filiais utilizam o sistema digital. Em janeiro de 2009, outras 45 000 companhias serão obrigadas a usar a nota eletrônica. A convocação das empresas será realizada em levas, começando pelas maiores. Somente as pequenas e as microempresas adeptas do Simples Nacional ficarão de fora. O funcionamento da nota fiscal eletrônica dá a dimensão do alcance que o Fisco terá sobre a operação das empresas. Antes de liberar a nota online, o Sped vai capturar informações sobre o produto que será vendido, seu preço e quem será o comprador. Dessa forma, praticamente todas as transações comerciais das companhias ficarão armazenadas num banco de dados que será utilizado pela Receita e pelas 27 secretarias estaduais da Fazenda.

Além da nota eletrônica, o Sped terá duas outras grandes fontes de informação. As empresas convocadas terão de enviar pela internet seus dados contábeis (todos os pagamentos e recebimentos realizados, o que inclui vendas, compras e salários de funcionários, entre outros) e fiscais (todos os registros de notas fiscais que geraram débitos e créditos de tributos). Ambas as tarefas já são exigidas das companhias, mas na base da papelada. Agora, essas informações serão confrontadas com os dados fornecidos pelas notas fiscais eletrônicas, deixando, aí sim, a empresa praticamente nua sob o ponto de vista tributário. O que as empresas acham disso? “Será um enorme avanço para quem trabalha corretamente, pois, quanto maior for a exposição, mais empresas terão de cumprir as mesmas regras e mais justa será a concorrência”, diz Welson Teixeira, diretor de relação com o investidor da Sadia.

De fato, o Sped tem o potencial de ser uma arma poderosa contra a informalidade. Nem as micro e pequenas empresas, fora do sistema, passarão incólumes pelas transformações. Pela lei brasileira, nenhuma companhia pode vender ou comprar de outra que esteja desabilitada pelos fiscos devido a alguma pendência tributária grave. Ocorre que, na prática, há milhares de empresas que continuam operando e emitindo notas apesar de desabilitadas. Isso deve mudar. A nota fiscal eletrônica consegue verificar online se vendedor e comprador estão autorizados a funcionar. Não há, pelo menos inicialmente, intenção de bloquear a emissão da nota eletrônica em caso de irregularidade. Porém, as informações ficarão registradas no banco de dados e certamente gerarão autuações futuras. Na Wickbold, uma das maiores fabricantes de pães do país, o setor fiscal está levantando a situação tributária dos 5 000 clientes e fornecedores. “Vamos procurar todos os que tiverem problemas e pedir que eles os solucionem”, afirma Ronaldo Wickbold, dono da empresa. “Não queremos deixar de negociar com ninguém, mas também não queremos ser autuados pelo Leão.”



sábado, 13 de setembro de 2008

Banda larga brasileira está entre as piores do mundo



Em ranking com 42 países, Brasil apareceu na 38ª posição.
País fez 13 pontos em um índice de qualidade que vai até cem.

A banda larga brasileira tem crescido rapidamente, mas a qualidade do serviço deixa muito a desejar. Um estudo feito pelas Universidades de Oxford e de Oviedo, sob encomenda da emprsea Cisco, analisou a qualidade da internet rápida em 42 países e o Brasil ficou em 38º lugar, à frente somente de Chipre, México, China e Índia. "O Brasil está pior do que a gente gostaria", disse Pedro Ripper, presidente da Cisco do Brasil.

Leia a matéria completa no G1 clicando aqui.

Hackers atacam máquina do fim do mundo



Hackers invadem o sistema do colisor de partículas da CERN, mas não conseguem causar nenhum dano grave.

A notícia foi divulgada nesta sexta-feira, 12, pelo jornal inglês The Telegraph. Conforme o jornal, os invasores eram um grupo de hackers gregos chamado GST: Greek Security Team. O sistema afetado é o Compact Muon Solenoid Experiment, cuja função é analisar dados produzidos durante a colisão de partículas no acelerador da CERN, localizado parte na França e parte na Suíça.

Leia a matéria na íntegra no site da INFO clicando aqui.

Ninguém está bem protegido 100% ...

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Brasil vende 3,1 mi PCs em três meses


Venda de computadores acelera no 2º semestre. Até junho, 5,6 milhões de máquinas foram vendidas.

A Positivo divulgou números, coletados pelo IDC Brasil, que aponta a venda de 3,1 milhões computadores no país nos meses de abril, maio e junho.

No mesmo período do ano passado, as vendas de PCs somaram 2,2 milhões de unidades. De um ano para outro, o mercado de computadores cresceu 40,9% no país.

Outra estatística, calcula pela associação de fabricantes Abinne, diz que nos primeiros três meses do ano 2,5 milhões de máquinas foram vendidas. Assim, é possível dizer que de janeiro a junho 5,6 milhões de PCs saíram das fábricas para as mãos dos usuários.

A maior parte das vendas ainda pertence ao “mercado cinza”. PCs sem marca montados por lojas de varejo correspondem a 38% do mercado. A Positivo aparece na seqüência, com 13,9% das vendas. A fabricante curitibana é a maior vendedora de PCs de marca no país.

Além da venda de PCs para o usuário final, as vendas para o setor corporativo e governo apresentaram alta no trimestre, beneficiando os integradores.

A IDC Brasil não divulgou dados detalhados de qual foi o desempenho dos demais players do setor no país, como HP e Dell, bem como a divisão das vendas entre desktops e laptops.

fonte: INFO

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Maior acelerador de partículas do mundo, o LHC, começa a operar nesta quarta

Projeto de pesquisa básica europeu custou mais de 3 bilhões de euros. Experimentos têm potencial para revolucionar as atuais teorias físicas.


Grosso modo, o LHC é uma espécie de "rodoanel" para prótons, as partículas que caracterizam os elementos existentes no universo. Um túnel circular de 27 km, localizado sob a fronteira entre a Suíça e a França, ele usará poderosíssimos ímãs, construídos com tecnologia de supercondutores, para acelerar feixes de partículas até 99,99% da velocidade da luz. Produzindo um feixe de prótons em cada direção, a idéia é colidi-los quando estiverem em máxima velocidade. O impacto é capaz de simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, gerando um sem-número de partículas elementares.

Leia a matéria completa no G1 > Tecnologia